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sábado, 15 de outubro de 2011

Milhares ao redor do mundo protestam contra sistema financeiro

Os países do "primeiro mundo" sempre foram os principais beneficiados pelo capitalismo que agora eles se apressam em criticar. Durante décadas utilizaram este sistema para explorar e depredar países do "Terceiro Mundo" enquanto a sua população gastava e esbanjava.

Ainda hoje trabalham pouco, ganham muito e possuem os melhores empregos e benefícios sociais do mundo. O valor que uma família pobre no Brasil costuma ganhar de Bolsa Família uma família de classe média americana costumava dar de gorjeta para um garçom ao final de um almoço no restaurante. Você se lembra de brasileiros que foram "exportados" para Japão, Europa e EUA para trabalharem em "subemprego" e dentro de pouco tempo voltavam com uma poupança considerável?

Até poucos anos atrás, fechavam suas fronteiras para não serem invadidos por "bárbaros" do "Terceiro Mundo" enquanto importavam os melhores e mais valiosos recursos materiais e humanos. No Brasil para se referir a um produto produzido com qualidade era utilizado o termo "Tipo Exportação", ou seja, o melhor tinha que ser exportado para eles. Dos "diamantes de sangue" até jogadores de futebol, programadores, cientistas, modelos, prostitutas e outros. Eles podiam comprar tudo a qualquer preço!

Eu considero incrível, mas a globalização se mostrou mais benéfica para o crescimento econômico dos países "pobres". Enquanto a população de países como Índia, China, Brasil, Rússia, Chile e outros se enriqueciam trabalhando muito e ganhando pouco, a população dos países ricos continuava criando artifícios financeiros para trabalhar pouco e continuar vivendo a "exuberância irracional".

Agora, a população dos "países em desenvolvimento" não ganha bem quanto eles, mas podem comprar TV, carros, computador, TV, medicamentos, viajar de avião, casa própria, fazer um curso superior . . .

As populações dos países ricos continuam muito bem! O problema é que a "exuberância irracional" deles está acabando.

A preocupação nos países "ricos" não é por causa do calote da dívida dos governos ou empresas, mas a recusa da população e políticos em cortar benefícios "históricos" e fazer o povo voltar a trabalhar e poupar. Por isso eles estão protestando enquanto as manifestações nos países "pobres" são pífias.

Agora eles dizem que o capitalismo é ruim? Pode até ser ruim, mas para eles, até agora, não foi. O ruim é que a fatura chegou e não querem pagar a conta.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Impactos positivos e negativos de uma política fiscal expansionista

(Atividade FGV)

INTRODUÇÃO

Em um primeiro momento, após a realização de uma criteriosa análise bibliográfica de renomados autores, esta atividade apresenta um sucinto resumo dos conceitos de economia, bens, consumo, estado e política econômica. Uma sucinta análise histórica se faz necessária, para o correto entendimento do estreito inter-relacionamento entre estes elementos no contexto contemporâneo, marcado por incertezas e sucessivas crises econômicas.
Ainda que em sua conclusão, à primeira vista, soe um tanto pretensioso abordar um tema estudado e discutido por renomados e graduados especialistas em suas volumosas publicações ao longo da história, expõem-se os trilhos que o Estado deveria seguir no atual contexto econômico mundial, ora adotando uma atitude liberal e por meio de uma política fiscal expansionista, ora adotando uma maior planificação da economia. Contudo, sempre buscando o crescimento econômico e uma distribuição igualitária dos bens e serviços entre os indivíduos na sociedade.


JUSTIFICATIVA

A palavra economia – do grego oíkos, casa, e nómos, lei – quer dizer Administração do Patrimônio.
A economia é uma ciência que trata da administração dos recursos, que sendo escassos, são também necessários ou desejados pelo homem. Mais precisamente, estuda as trocas, produção, distribuição e consumo de riquezas. Por definição, consumo é a utilização, aplicação, uso ou gasto de um bem ou serviço por um indivíduo ou uma empresa.
O estado é uma comunidade política organizada, que ocupada um território definido, com um governo organizado e soberania interna e externa. O Estado também pode ser definido, especialmente, em termos de condições domésticas, como a monopolização do uso legítimo de força dentro de um país.
O Estado tem um papel preponderante na economia, sendo o detentor legítimo do poder coercitivo. A esse papel, é dado o nome de política econômica. A política econômica consiste em um conjunto de ações do Estado no sentido de atingir determinadas finalidades relacionadas com a situação econômica. Todavia, os resultados concretos da política econômica não dependem apenas das metas estabelecidas por governos, mas de uma série de eventos que a ação tomada põe em movimento até determinar o resultado de fato obtido.
Por sua vez, as políticas econômicas utilizam-se dos instrumentos como Política Fiscal, Política Externa, Política de Rendas e Políticas Monetárias. Sendo um instrumento de Políticas Públicas, a Política Fiscal é apenas a administração das receitas e despesas do Estado. Se a receita é maior que a despesa, temos superávit do orçamento. No inverso temos déficit orçamentário. Tal prática pode ser expansionista ou restritiva.
Os fatos econômicos desencadeados nos Estados Unidos em 2008, que rapidamente contaminaram o restante do mundo, exigem do Estado ações no sentido de promover o crescimento econômico e uma distribuição igualitária dos bens e serviços entre os indivíduos na sociedade para a manutenção da paz social.


DESENVOLVIMENTO

O Estado deve constantemente manusear seus instrumentos de políticas econômicas.
No que tange as formas de atuação do Estado no domínio econômico, tem-se dois modelos de atuação estatal: o Estado Regulador e o Estado Executor.
O Estado agindo como Regulador elabora normas, reprime o abuso do poder econômico, interfere na iniciativa privada, regula preços, controla o abastecimento. Ou seja, estabelece regras a serem seguidos e normas a serem cumpridas.
O Estado atuando como Executor, exerce atividades econômicas no mercado, atuando como Estado Empresário, executando atividades estritamente econômicas ou prestando serviços públicos, comprometendo-se com a atividade produtiva. O Estado se mostra ineficiente e corrupto como agente Executor. As estatais atuando no mercado costumam acumular prejuízos. Quando não deficitárias, são subsidiadas por normas e regulamentos que estabelece vantagens que uma empresa privada não teria.
Sendo o Estado um mau executor, e enfrentando uma crise retração econômica, o mais adequado é fornecer subsídios para o melhor executor, o setor privado. Para isso é preciso adotar uma política fiscal expansionista, onde temos aumento nos gastos públicos, corte nos impostos, com o objetivo aumentar a demanda agregada e o consumo privado.
Dado um nível de renda, quanto maiores os impostos, menor será a renda disponível e, portanto, o consumo. E quanto maior o gasto público, maior a demanda e maior o produto. Assim, se a economia apresenta tendência para a queda no nível de atividade, o governo pode estimulá-la, cortando impostos e/ou elevando gastos.
O corte de impostos aumenta o dinheiro em caixa nas empresas. O aumento de gastos do governo faz com que essas empresas invistam mais, para lucrar com o aumento de gastos do governo. O governo aumentando os gastos aumenta o número de empregos. Os indivíduos com empregos podem comprar mais, pois têm fonte de renda. Os indivíduos comprando mais aumentam o lucro das empresas, que por sua vez empregam mais, que pagam mais impostos e forma assim um círculo virtuoso na economia.
Todavia, em uma economia aberta com elevada mobilidade de capital, um ou mais episódios de expansão fiscal que constituam risco para a sustentabilidade da dívida podem também alimentar o temor a futuros problemas de balanço de pagamentos do governo e, por conseguinte, acarretar a redução imediata do investimento estrangeiro e a saída de capital, trazendo conseqüências negativas para a atividade econômica.


CONCLUSÃO

Diante da crise econômica o melhor instrumento para conter um desaquecimento na economia é uma política fiscal expansionista. Todavia, tal política deve ser adotada com critério e parcimônia. Os eleitores e as autoridades podem estar sujeitos à ilusão fiscal, ou seja, não estão totalmente a par da restrição orçamentária intertemporal do governo e, portanto, preferem déficits (que o governo gaste mais e corte impostos) a superávits, optando por transferir o ônus do ajuste fiscal para as futuras gerações.
E como se estivessem todos em uma mesa de bar, o governo pedindo bebidas e comidas. O cidadão à mesa comendo e bebendo. Mas uma hora a conta chega. Assim como aconteceu após o fim da ditadura. Tivemos uma década perdida e com uma dívida externa gigante por conta de uma política fiscal expansionista na década de 70.
O fluxo de capitais privados segue a mesma lógica de um gerente de banco. Se o cliente tem dinheiro e rendimentos, têm crédito e dinheiro do banco disponível. Se estiver "quebrando" ou sem dinheiro, não têm crédito e não tem dinheiro do banco.

BIBLIOGRAFIA

BRANCO, Rodrigo Castelo. A Crise de 2008 e a intervenção do Estado na Economia. 18 de novembro de 2008. Disponível em:
http://www.socialismo.org.br/portal/questoesideologicas/83-artigo/638-a-crise-de-2008-e-a-intervencao-do-estado-na-economia
Acesso em: 16 jun.2009.

OLIVEIRA, Ribamar. Política fiscal expansionista. O Estado de São Paulo, 29 jan. 2007. Disponível em:
http://www.itv.org.br/site/biblioteca/conteudo.asp?id=755
Acesso em: 16 jun.2009.

WERLANG, Sérgio. O que está acontecendo?.Jornal Valor Econômico, 21 Fev. 2005. Disponível em:
http://www.econ.puc-rio.br/mgarcia/Macro%20II/Valor-Werlang.pdf
Acesso em: 15 jun 2009.

FORNEZIER, Sérgio. Ensaios sobre Mobilidade Internacional de Capitais e Crescimento Econômico. 2009. Disponível em:
http://www.cedeplar.ufmg.br/economia/teses/2009/Sergio_Fornazier.pdf
Acesso em: 14 jun 2009.

HEMMING, Richard. A Eficácia da Política Fiscal no Estímulo à Atividade Econômica. 2009. Disponível em:
http://www.esaf.fazenda.gov.br/esafsite/CCB/program_2005/arquivos/FP/p3-2.pdf
Acesso em: 13 jun 2009.